Episódio 4: NOVA CASA

-Posto de Gasolina Sorento, Washington, 25/10/2015, 01h03min-

Todos já estavam bem longe do shopping. Ficaram horas indo para um local incerto. Não sabiam para onde ir e nem o que fazer. O combustível da caminhonete em que Ricksonn dirigia já estava acabando. O grupo decidiu fazer uma parada em um grande posto de gasolina que encontraram na estrada. As luzes da conveniência estavam acesas, mas aparentava estar vazia. Ricksonn estacionou o carro próximo a uma bomba de combustível e em poucos segundos a caminhonete estava pronta para levar o grupo para bem longe. Cris decidiu abastecer seu carro também, pois logo ficaria sem gasolina.
- Eu estou com fome, amor. - disse Jenny, para Ricksonn, logo depois que o namorado entrara no carro. - Vou lá na conveniência pegar alguma coisa, pode ser?
- Vá. Mas não demore, temos que sair daqui o mais rápido possível. Pegue bastante comida para todo o grupo, se puder. - Jenny saiu do carro, enquanto Ricksonn falava. Ketlyn, que estava no carro de luxo de Cris, percebeu que Jenny saiu da caminhonete em direção à loja do posto.
- Eu vou junto com você. Precisará de ajuda para pegar bastante alimento. - disse Ketlyn, saindo do carro. Jenny fingiu que não ouviu a ex-jornalista. As duas entraram na loja de compras do posto. Uma campainha alertava que as garotas haviam entrado na loja, mas ninguém apareceu para atendê-las. Jenny pegou um cesto e começou a enchê-lo, com salgadinhos, iogurtes, refrigerantes, bolachas e tudo mais. Ketlyn fez o mesmo.
- Sei que você deve estar morrendo de raiva de mim, Jenny, mas posso jurar para você que eu não tenho relação alguma com seu namorado. Ele apenas me ajudou a buscar meus amigos no hospital. - disse Ketlyn, tentando puxar conversa com a namorada neurótica de Ricksonn. Jenny, novamente, a ignorou. Ketlyn não queria desistir de tentar se desculpar, mesmo que não tivesse culpa. Não gostava de ficar brigada com alguém. Então, Ketlyn tocou no ombro de Jenny. - Por favor, me escute...
- Vai se ferrar! - Jenny tirou a mão de Ketlyn de seu ombro com rispidez. - Você é somente mais uma vädia que quer estragar um namoro de anos! Mesmo que nada tenha rolado ontem entre você e meu namorado, eu posso lhe afirmar que não gosto de você. Fique longe de mim e do Ricksonn, está entendida? - Jenny saiu da conveniência com fogo saindo das ventas. Ketlyn ficou parada por alguns segundos, pensando como Jenny era idiota. Todos voltaram para seus respectivos carros. Com certeza o vírus ainda não tinha chego até o posto. Mas todos do mundo inteiro já sabiam sobre os zumbis. Provavelmente, as pessoas já estavam se prevenindo para os ataques dos indivíduos infectados. Cris parou o carro do lado da caminhonete de Ricksonn, antes de saírem do posto.
- E então, já sabe para onde vamos? - gritou Cristopher.
- Sim. Me siga que você vai ver. - Ricksonn acelerou a caminhonete. Cris foi logo atrás. A noite estava com o céu cheio de nuvens escuras. Parecia que uma tempestade estaria por vir.


-Local desconhecido, Washington, 25/10/2015, 01h12min-

George e Candy estavam em um carro prata caríssimo, uma Lamborghini Gallardo. Candy olhava para fora, vendo a destruição do centro de Washington que os zumbis haviam causado. A dupla estava indo para o shopping Crystal. A voz misteriosa sempre ligava para avisar George onde estaria o grupo de sobreviventes. Não se sabia como o chefe de George fazia para descobrir onde poderia estar o grupo. Mas com certeza o dinheiro facilitava isto.
- Estamos quase chegando, Candy. Prepare sua metralhadora. - George, enquanto conversava com sua comparsa, atropelava vários zumbis que apareciam na frente do carro. - Que ódio! Esses retardados surgem do nada e eu acabo atropelando-os. Minha Lamborghini está toda suja com o sangue destes zumbis.
- Pare de reclamar, George. Quando terminarmos nossas missões, você poderá comprar uns mil carros iguais a este. Fica tranquilo. - Candy passou a mão na coxa de George.
- Assim eu fico bem mais tranquilo, mesmo!
Não demorou muito, já estavam em frente ao shopping. Mas perceberam que muitos zumbis estavam lá dentro. Ou o grupo já estava todo morto ou haviam conseguido escapar, pensou Candy. George tinha quase certeza que, pelo menos a maioria, conseguiu se salvar.
- Vamos entrar lá. Preciso saber se eles não estão se escondendo dentro de alguma loja. - George saiu do carro e Candy foi logo atrás. Alguns zumbis tentaram atacar, mas como as armas da dupla tinham silenciador, os tiros eram certeiros e difíceis de ouvir. Entraram rapidamente no shopping, passaram por muitos zumbis sem serem vistos e vasculharam várias salas do shopping. Até que chegaram ao último andar. Candy entrou na sala de cinema e chamou George.
- Olhe, aqui houve um grande incêndio. E não faz muito tempo, pois ainda está quente aqui dentro. Com certeza eles atearam fogo para que as portas do elevador de saída abrissem e eles pudessem escapar. Vamos embora daqui, eles não estão mais aqui. - disse Candy, dando meia volta e saindo da sala de cinema. George fez o mesmo.

Já estavam no carro de luxo quando o celular de George tocou. Candy atendeu.
- Olá, chefinho! A cambada saiu do shopping. Tem alguma pista de para onde eles possam ter ido?
- Não, senhorita Candy Bunllit. Apenas sei que saíram com dois carros diferentes do estacionamento deste shopping cheio de pessoas dentro. Continuem procurando-os. Caso eu consiga alguma informação nova, eu os aviso imediatamente. - o dono da voz misteriosa desligou o celular.
- Ele disse que não sabe para onde eles foram. Mas é para ficarmos procurando. Pisa fundo no acelerador, teremos bastantes locais para investigar. - George acelerou o carro. Atropelou mais alguns zumbis e saiu em busca dos sobreviventes.


-Parque Florestal de Buggyans, Washington, 25/10/2015, 02h15min-

Ricksonn entrou em um Parque Florestal chamado Buggyans. Ele ficava distante da cidade e haviam várias cabanas de madeira, uma do lado da outra. Todo o grupo desceu dos carros, e se juntaram na frente do portão de entrada do parque.
- Aqui era um grande motel de Washington, antigamente. - Ricksonn começou a falar. - Mas acabou falindo. Agora, grupos ambientais adquiriram poderes de transformar este local em uma reserva ecológica. Estas cabanas sempre estão vazias, e é difícil o acesso até este parque. Se todos aceitarem, vamos passar alguns dias aqui, até arranjarmos um local melhor para irmos. Todos estão de acordo? - o grupo inteiro aceitou. Ricksonn estava certo. 

O Parque Florestal Buggyans era perfeito para um refúgio. Tinha várias casas em que todos poderiam residir por algum tempo. Aos poucos, todos já estavam em casas separadas. Houve um pequeno conflito entre Cris e Luciana, que haviam escolhido a mesma casa, mas não queriam ficar juntos. Cris acabou cedendo e a escritora ficou sozinha com a pequena cabana. Em poucos minutos, todos já estavam dormindo. Alguns comeram lanchinhos que Jenny e Ketlyn haviam pego na loja do posto antes de dormir. As nuvens que pareciam desabar em chuva foram desaparecendo aos poucos.


-Parque Florestal de Buggyans, Washington, 25/10/2015, 09h22min-

A manhã nasceu com um sol radiante. Anderson foi o que acordou por último. Além dele próprio, na cabana em que o fazendeiro estava, dormiram Cris, Mattheus e Fellipo. Anderson se assustou quando não viu ninguém na cabana, mas quando foi para fora, percebeu que muitos já estavam trabalhando. Ketlyn, Jenny e Horina faziam o café da manhã, com alguns ovos mexidos e torradas. Luciana escrevia coisas sem parar em um bloco de anotações. Mattheus conversava com Brenda perto de um poço que ficava bem no centro do parque, enquanto William cuidava de cada passo que o garoto dava. Felippo usava um machado que encontrara em sua cabana para cortar lenhas e Alex, o pai de Brenda, brincava com borboletas azuis que voavam por ali. Ricksonn e Cris vinham da floresta com os braços cheios de madeiras e gravetos, para fazer fogueiras mais tarde.
- Finalmente a donzela acordou! - disse Ricksonn, com um tom sarcástico para Anderson. - Pensei que não ia ajudar o grupo em nada.
- Por que não me acordaram? Se eu soubesse que teria um cronograma de tarefas, eu teria acordado! - Anderson alterou a voz. Já não aguentava mais as indiretas de Ricksonn.
- Você não ouse falar alto comigo, cara. Você chegou não faz muito tempo no grupo, e já quer colocar ordem nas coisas? Não sei se você ainda não entendeu, mas eu sou o líder do grupo. Trate de arrumar alguma coisa para fazer... - Anderson não esperou Ricksonn acabar de falar e largou um soco em seu rosto. Ricksonn levantou-se rapidamente do chão e acertou em cheio com um pedaço de madeira a cabeça de Anderson. Os dois começaram uma briga violenta. Felippo foi tentar apartar a briga, mas acabou levando uma cotovelada no nariz. Um som de tiro foi ouvido, e os dois, assustados, pararam de brigar no mesmo momento. Olharam e viram Cris com uma pistola em mãos, apontada para cima.
- Vocês pareciam dois búfalos brigando! Ricksonn, você mesmo disse que é o líder do grupo, e fica agindo desta forma? Por favor, se for para sermos uma equipe, que acabe estas discussões desnecessárias. - Cris guardou a arma na cintura e voltou ao que estava fazendo. Todos retornaram a suas tarefas, exceto Felippo, que foi cuidar do ferimento na cabeça de Anderson. Ricksonn bufava de raiva. Jenny parou de fazer o café da manhã para cuidar do namorado. Todos estavam com os nervos à flor da pele. 

O resto do dia foi tranquilo. A noite chegou rapidamente, e muitos já estavam exaustos. Todos foram para suas cabanas, exceto Ricksonn, que ficou alguns minutos olhando para o céu antes de ir para sua casa. Passadas algumas horas, o som dos grilos no mato era o único barulho que dava-se para ouvir. Mas aquela noite tranquila acabou-se quando um grito ensurdecedor foi ouvido por todos que estavam nas cabanas. Todos levantaram rapidamente e encontraram-se fora das casinhas. Ricksonn percebeu que alguém não estava junto com o grupo.
- Cadê a Luciana, pessoal? - perguntou Anderson. Ricksonn correu para a cabana em que a escritora dormia sozinha, onde a porta estava aberta. Logo saiu de lá.
- Ela não está aqui dentro! Luciana sumiu!

Todos começaram a se preocupar. Será que os zumbis já haviam chego até o parque? Ou algum novo inimigo estaria por aparecer? As nuvens escuras voltaram, e uma tempestade começou a cair. 


Continua...

This free website was made using Yola.

No HTML skills required. Build your website in minutes.

Go to www.yola.com and sign up today!

Make a free website with Yola