-Casa
de Descanso dos Duyllians, Washington, 26/10/2015, 22h36min-
Dend trouxe uma xícara com chá de camomila e entregou nas mãos de Ricksonn, que
agradeceu com uma falsidade imensa. Anderson tinha a vontade de expulsar
Ricksonn da casa a pontapés, mas sabia que se fizesse isso estaria sendo igual
a ele e estaria desrespeitando os donos da casa.
- E então, como vocês se conhecem? - perguntou Harry para Anderson.
- Eu era do grupo dele. Tínhamos muitas pessoas em nosso grupo de
sobreviventes. Mas este cara não deixou continuarmos com ele. Ele nos expulsou
do grupo. Este homem é um verme! - Anderson começou a alterar sua voz, e Ketlyn
já segurou seu braço, para não fazer nada que depois se arrependesse.
- Você não disse tudo, Anderson! Esqueceu de falar o porquê de sua expulsão! -
disse Ricksonn, encarando-o com um sorriso sarcástico e um olhar demoníaco. -
Esqueceu de falar que tirei vocês dois do grupo porque foi culpa de vocês a
morte de minha namorada!
- Não temos culpa de nada! George e Candy estavam atrás de mim e de Ketlyn para
nos matar, mas não tínhamos como saber isso! Foram eles que mataram sua
namorada, não nós! - Anderson pulou para cima de Ricksonn e o acertou com um
soco, fazendo o cair da cadeira.
- Calma gente, calma! Dend, arrume um quarto para Ricksonn, ele ficará conosco
enquanto sua perna estiver machucada. E Anderson, não se preocupe, eu confio em
vocês dois e sei que não seriam capazes de matar ninguém, a não ser zumbis.
Todos se acalmem, por favor! - disse Harry.
Todos subiram para seus quartos, Ricksonn com a ajuda de Harry, já que sua
perna estava doendo muito. A noite tinha sido longa, para Anderson, que não
conseguiu pregar o olho. Estava com muita raiva em ter que cruzar com Ricksonn
todos os dias.
-Local desconhecido, Washington, 27/10/2015, 09h01min-
A noite tinha sido péssima para o grupo que seguia junto com Cris. Luciana
roncava muito, Brenda não parava de pensar em Mattheus. Alex e William eram os
únicos que tinham conseguido dormir normalmente. Agora, o sol batia no rosto de
todos. Quem estava dormindo, acordou-se em um pulo.
- Pessoal, precisamos acampar aqui. Não adianta ficarmos andando, nesta
floresta. Talvez estejamos andando em círculos. Ontem eu dei uma olhada rápida
pelo local, e descobri que tem água potável num riacho um puco abaixo daqui.
Quem quiser ir tomar banho, desça por aquela trilha. William, Alex e eu iremos
em busca de madeira, para fazermos uma fogueira mais tarde. Até logo. - disse
Cris, que parecia ser um novo "líder" do grupo. Os três homens saíram
em busca de tocos de madeira.
- Eu vou ir me lavar. Você vem também, Luciana? - perguntou Brenda.
- Não, pode ir sem mim, vou depois. Ainda vou tentar dormir mais um pouco. -
respondeu Luciana, virando-se para o lado, dando um bocejo.
Brenda não tinha medo de descer até o riacho. Talvez nem lembrasse mais que os
zumbis ainda estavam atrás de carne para comer. Tudo que ela pensava era em
Mattheus. Será que ele estaria atrás dela? Será que ele estaria morto? Seus
pensamentos só a deixavam com mais sensação de culpa. Quando chegou no riacho,
tirou sua camiseta e abaixou a saia, ficando apenas de calcinha e sutiã.
Colocou o pé na água e sentiu um calafrio, pois ela estava muito gelada. Mas
mesmo assim entrou no pequeno rio. Lavou primeiro o cabelo. Com o tempo, a água
já estava melhor, nem parecia que ela estava congelando minutos atrás.
- Mas como você é gostosinha, Brenda! - gritou William, que estava perto do
riacho, olhando-a tomar banho. Brenda se assustou na hora que viu William.
- O quê você quer aqui? Você deveria estar pegando madeira com Cris e meu pai!
Me deixe tomar banho!
- Não foi difícil deixar aqueles dois idiotas pegarem as madeiras sem
perceberem que eu não estava mais ali. Um é retardado e o outro pensa que é
novo líder!
- Você não ouse falar de meu pai! Ele tem uma doença, ele não é retardado! Saia
logo daqui, antes que eu comece a gritar!
- Grita, mas grita mesmo! Isto só me excita ainda mais! - William tirou a
camiseta e entrou no riacho. Brenda tentou sair, mas acabou sendo alcançada por
William. Ele tapou a boca dela e tirou-a da água. Jogou-a no chão e começou a
tirar seu calção. Brenda não parava de gritar por socorro, mas ninguém a ouvia.
- Relaxa, menina! Se você cooperar, eu juro que não faço você sentir muita dor!
- quando William ia tirar sua cueca, Brenda deu um chute em seu órgão genital e
começou a correr. William sentiu muita dor. Colocou novamente seu calção e
começou a perseguir a garota também.
- Socorro, socorro! Pelo amor de Deus! Socorro! - Brenda gritava desesperada.
Ela estava quase que totalmente nua. Sem olhar para o chão, acabou tropeçando
e, quando foi se levantar, era tarde demais. William chegou por trás e a
segurou pelo cabelo. Jogou novamente a garota no chão, subiu por cima dela e
começou a dar socos em seu rosto.
- Vadia! Quem mandou você correr? Agora vou ter que te matar! - gritou William
para Brenda, que já estava com o rosto sangrando.
- Pare com isso agora, seu covarde pervertido! - quando William ouviu aquela
voz, parou de bater em Brenda. Quando olhou para trás, só conseguiu avistar uma
pedra acertando seu rosto. Caiu desmaiado na mesma hora. Alguém tinha salvo a
vida de Brenda. E esse alguém se chamava Mattheus.
- Não acredito! Deus ouviu minhas preces! Mattheus, ainda bem que você está
vivo! Obrigada por me salvar! Obrigada mesmo! - Brenda levantou-se rapidamente.
Sua testa estava sangrando, mas o sangue não ofuscava sua beleza.
- Eu escapei pela janela do ônibus e entrei na floresta o mais rápido possível.
Acabei me perdendo. Felizmente, por causa de seus gritos, eu a encontrei! -
Mattheus deu um sorriso para Brenda.
- Não precisa falar mais nada! Só me beija! - Brenda agarrou o pescoço de
Mattheus e lhe deu um grande beijo. Os dois tinham uma grande sintonia.
Mattheus ficou bobo depois do beijo. Nunca tinha recebido um selinho que fosse.
- Vamos sair daqui, Brenda. Temos que avisar aos outros que William não é quem
todos pensam! - Mattheus deu a mão para Brenda, que correram até o riacho para
pegar as roupas dela. As coisas estavam começando a melhorar, para Brenda.
-Casa de Descanso dos Duyllians, Washington, 27/10/2015, 10h43min-
Todos haviam acordado bem cedo, com exceção de Ricksonn, que ainda estava
dormindo em seu quarto. Ketlyn e Dend foram até a estufa, pegar algumas folhas
de alface para a salada do almoço. Anderson e Harry jogavam cartas na sala. Os
dois pareciam irmãos, nem pareciam que tiveram algumas desavenças no dia
anterior.
- Nossa, esqueci completamente! - disse Dend., colocando a mão na cabeça.
- O que foi, Denddia? - Ketlyn perguntou, apreensiva.
- É que nós sabemos como é ruim quando estamos naqueles dias. Ontem começou
minha TPM. E eu esqueci de pedir pro meu irmão pegar no mercado, ontem,
absorventes. Você não iria junto com ele até o mercado pegar para mim? É que
fico sem jeito de pedir para ele e seu namorado irem. Faria isto por mim? -
perguntou Dend.
- Sim, sem problemas. Só precisamos deixar estas hortaliças na cozinha e pedir
ao Harry para me levar até o mercado.
As duas foram até a cozinha. Deixaram lá todas as verduras e frutas que tinham
pego na estufa e foram até a sala, falar com Harry. Anderson perguntou porque
ele não podia ir com Harry, mas Ketlyn disse que era algo de que só as mulheres
poderiam entender. A moto de Harry saiu rapidamente da casa de repouso, com
Ketlyn na traseira, acenando para Anderson.
- Tomara que ela pegue o absorvente certo. Pedi para ela pegar um pra mim. Bom,
me faz um favor, Anderson? Vá até a estufa. Eu esqueci meu cesto com cenouras
lá. Enquanto isso vou para a cozinha cortar as frutas que usarei para fazer uma
vitamina que levanta até defunto. Ricksonn irá melhorar logo.
- Tudo bem, vou até lá sim. Já te levo o cesto na cozinha. - Anderson foi
falando e indo em direção a estufa ao mesmo tempo. Dend deu uma olhada para
Anderson sem que ele percebesse. Ela entrou correndo na casa, subiu as escadas.
Entrou em seu quarto e abriu o guarda-roupa. Tirou um fundo falso e retirou
várias roupas para situações mais quentes entre um casal. Tinham acessórios
eróticos também. Tirou sua roupa, colocou uma lingerie cinta-liga vermelha.
Passou um batom preto que, no sol, tornava-se vermelho com tons em bordô.
Voltou para baixo correndo. Sem querer ela tropeçou na escada e fez um baralho
alto. Acabou acordando Ricksonn. Dend parecia uma mulher muito vulgar com
aquelas roupas. Tinha rejuvenescido uns cinco anos com aquele traje. Ricksonn
levantou-se assustado e olhou pela janela de seu quarto, que dava para enxergar
claramente a estufa. Avistou Anderson saindo com um grande cesto. Logo em
seguida, viu Dend chegando, com aquela lingerie provocante.
- Denddia! Por que você está vestida deste modo? - Anderson ficou surpreso com
o estilo secreto de Dend.
- Querido Anderson, você não percebeu? Por que você acha que eu deixei vocês
dois ficarem em minha casa, dois desconhecidos? Porque eu quero você! Quando te
vi com aquela vadiä, eu pensei no mesmo instante que você seria meu! - Dend
chegou perto de Anderson e passou sua mão em sua coxa, subindo mais para cima
aos poucos. Anderson foi rápido e esquivou-se para trás.
- Você está louca, garota? Realmente você ficou mais bonita que antes, mas eu
amo minha namorada! Eu não vou trair ela! Você só pode estar louca! - gritou
Anderson. Ricksonn estava adorando ver tudo aquilo.
- Sim, Anderson! Estou louca por você! Ou melhor, mais do que louca: estou
apaixonada! - Dend pulou para perto de Anderson e agarrou seu pescoço. Deu-lhe
um beijo surpresa. Ricksonn queria ter uma câmera para poder filmar aquilo.
- Parece que Ketlyn está criando alguns chifres em sua testa. Anderson, pensei
que você amava sua namorada! Agora eu já sei como fazer este casal se acabar em
brigas! Quem mandou eles me confrontarem? - Ricksonn falava sozinho. Mas de uma
coisa ele tinha certeza: sua sede de vingança, por ter levado um soco de
Anderson e por não ser considerado líder pelo casal quando estavam em grupo era
o combustível para atear fogo na relação entre Anderson e Ketlyn...
Continua...