Episódio 1: RECRUTAMENTO 

O mundo estava um caos. Após o primeiro ataque zumbi em Washington, o planeta inteiro já estava ciente do acontecido. Muitos começaram a se esconder, outros não acreditavam. Aos poucos, o vírus Delta Y começou a disseminar-se pelo mundo. França, Japão, África do Sul, Espanha, Austrália, Brasil. Estes são apenas alguns poucos exemplos de cidades que já estavam infectadas em poucas horas após o ataque de Guilherme ao segurança do Shopping Center, no centro de Washington. Todos já estavam em alerta. Os jornais televisivos não falavam outra coisa: "Estaremos entrando em processo de quarentena. Contamos com o apoio de toda a população de nosso país para ficarem em suas casas. Não abram a porta para ninguém. Não beba a água diretamente da torneira. Fique longe de pessoas que, aparentemente, estão perturbadas...". O mundo estava caótico. Mas os Laboratórios ALFA tinham de fazer algo. Estavam recebendo toda a culpa pelo vírus. As pessoas pensavam que o vírus zumbi era o ALFA X.


-Laboratório ALFA, Assiut/Egito, 25/10/2015, 10h13min-

Um dia após o início dos ataques zumbis pelo mundo, que foram iniciados em Washington, os Laboratórios ALFA já recebiam total culpa pelo vírus. Os presidentes da maioria dos países achavam isto pelo fato de que Wingstonn teve o primeiro surto do vírus, com iniciação no Laboratório ALFA que tinha lá. O laboratório que situava-se em Assiut, cidade do Egito, era a sede. Era o principal laboratório da rede ALFA. O cientista Darley Wotterfol era o chefe-monitor das farmácias e dos laboratórios que levavam o nome da marca ALFA. E era ele quem tinha de decidir algum plano para acabar com o vírus, mesmo que eles não estivessem envolvidos na criação do vírus zumbi. Ele estava na ponta de uma grande mesa, onde outros vários importantes cientistas estavam ali, esperando atentamente pela reunião.
- Bom dia a todos que estão aqui. Primeiramente, quero deixar muito bem claro que eu, Darley Wotterfol, e nossa marca, ALFA, não tem nada a ver com o colapso químico que está acontecendo neste momento. Alguém quer nos ferir, dando-nos a culpa deste terrível desastre. Enfim, tenho apenas uma ideia para tentarmos mostrar a todos que ALFA X não é uma substância tóxica, muito menos um vírus zumbi. Mas, infelizmente, todos os frascos com esta substância foram roubados do Laboratório ALFA em Wingstonn, onde nosso querido cientista, Wolfin Gratt, estava criando-a. Então, resumindo, precisamos recriar a ALFA X novamente, para podermos mostrar a todos que ela é a cura e não a causa. - disse Darley, um senhor com barbas brancas e curtas. Seu rosto parecia cansado, e tinha uma verruga no centro da bochecha esquerda.
- Desculpe interrompê-lo, Sr. Darley, mas a receita para a ALFA X não era secreta e exclusiva do Sr. Wolfin? Como podemos criar novamente a substância sem sabermos os ingredientes necessários? - perguntou um dos cientistas que também estava na mesa de reunião.
- Eu não deveria contar a vocês isto, mas devido ao caos que estamos sofrendo, é minha obrigação. Sr. Wolfin foi, simplesmente, um cientista que se prontificou a iniciar os testes da ALFA X. O criador desta substância, na verdade, sou eu. E eu sei todos os ingredientes para criá-la! - todos começaram a falar entre si, tornando a reunião uma pequena bagunça. Darley bateu na mesa, com a mão. - Parem de falar! Continuando, eu já planejei como teremos de recriar a ALFA X, mas para isto precisaremos da ajuda do Laboratório ALFA que fica no Brasil. Os ingredientes que necessitamos encontra-se tão somente lá, no estado de Amazonas, na Floresta Amazônica. Nossa reunião está encerrada. Irei entrar em contato imediatamente com nossa filial brasileira. Todos podem e devem voltar a seus setores. Obrigado pela a atenção de todos vocês. - todos os cientistas pegaram suas pastas que estavam sobre a grande mesa e começaram a sair da sala. Uma secretária trouxe um telefone celular para Darley. Teclou alguns números e logo alguém o atendeu.
- Laboratórios ALFA, em que posso ajudá-la? - uma moça com um sotaque carioca atendeu Darley, mas falando em inglês.
- Gostaria de falar com o Sr. Herik Standford, por favor! - ordenou Darley. Em poucos segundos um homem já atendia ao telefonema de Darley.
- E então, Sr. Darley, já posso começar o plano ALFA X? Posso mandar meu grupo ir em busca da planta e do pólen necessários para a criação da substância? - perguntou Herik, com uma voz grossa e aguda. Darley confirmou. A busca dos ingredientes da ALFA X estaria começando em breve. Restava torcer que este grupo de pessoas que iria a procura destes produtos obtivesse sucesso.

-Laboratório ALFA, Espírito Santo/Brasil, 25/10/2015, 05h18min-

A filial brasileira dos laboratórios ALFA ficava em Guarapari, a poucos quilômetros da capital do Espírito Santo. Era uma estrutura diferente das demais. A maioria das outras filiais eram distanciadas, em meio rural. Mas no Brasil, o laboratório ficava em pleno centro urbano, com pessoas caminhando a todo momento, pássaros voando a cada segundo e, atualmente, zumbis devorando a carne de seres humanos. Herik Standford era o chefe geral do laboratório brasileiro e estava incumbido de recrutar quatro ex-soldados do exército militar para ir em busca dos dois ingredientes para a formulação da ALFA X. Herik saiu de sua sala, logo após o telefonema de Darley, e foi em direção a sala de testes do laboratório. Lá estavam quatro pessoas, vestidas com roupas militares.
- Olá, pessoal. Sou Herik, e vocês já devem saber a razão de estarem aqui. O mundo inteiro está sofrendo um colapso! E nós precisamos recriar a substância ALFA X. Mas, para isto...
- Pode resumir sua saliva, Sr. Herik. Já estamos a par de tudo. A única coisa que precisamos saber é como são os ingredientes de que devemos encontrar na Floresta Amazônica, como iremos para lá e quanto tempo temos para esta missão. - disse Gabriel Guimarães, o líder do grupo, interrompendo o chefe do laboratório. Gabriel era natural de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, mas falava várias línguas. Todos que trabalhavam nos laboratórios ALFA deveriam falar apenas em inglês. Gabriel era musculoso, olhos azuis e louro. Tinha uma cicatriz no rosto, que ia desde o olho esquerdo até o queixo, resultado de uma pequena guerra, dois anos antes. Ao seu lado estavam outros dois homens e uma mulher. Seus crachás diziam "Miguel", "Ramon" e "Diana".
- Então, vou ao que realmente interessa. Saindo daqui, entrem em um carro preto que está estacionado em frente ao laboratório. Vocês deverão ir até o aeroporto de Vitória. Chegando lá, procurem por Aroldo. Ele será o piloto de vocês, que os guiará de jatinho até Manaus, capital de Amazonas. Chegando lá, vocês terão que ir até a Floresta Amazônica. Como? Nem eu sei, já que lá está completamente dominado por zumbis. Os ingredientes que vocês deverão encontrar estão neste papel. Aqui está a foto deles e... - quando Herik ia entregar o papel com as imagens dos itens que o grupo de militares deveria encontrar, um zumbi atacou o chefe do laboratório por trás. As paredes eram de vidro, e o grupo percebeu que uma multidão de zumbis começou a invadir o laboratório. Gabriel correu em direção a Herik, pegou a folha e guardou no bolso. Mas não tinham para onde correr. Não tinham para onde se esconder. Os zumbis estavam cada vez mais perto. O grupo tinha munição e armas pesadas em mãos, mas não queriam usar tudo apenas no início da missão. Gabriel e seu grupo deveriam pensar em algo rapidamente, ou virariam alimento para zumbis famintos.
- Pessoal, vamos ficar parados aqui? Está na hora de acabar com estes desmiolados! - gritou Diana, que levantou sua grande metralhadora. Atirou nos zumbis que estavam mais próximos, com tiros certeiros nas cabeças. Diana tinha um rosto feliz, mesmo com tudo aquilo acontecendo. Ela era só. Havia perdido os pais cedo e se dedicou a vida militar. Era dura e ríspida com sentimentos. Só gostava, realmente, de seu irmão gêmeo, Ramon, que também estava na missão ALFA X. Ele era a única pessoa que importava para ela.

O grupo começou a correr entre os zumbis. Diana foi a única que disparou balas nos zumbis. Em poucos segundos, eles já tinham descido as escadas dos três andares do laboratório e chegavam no carro preto de que Herik havia dito. O quarteto era um ótimo grupo. Eram ágeis, eficientes e faziam o trabalho com total esforço. Se precisassem morrer para salvar a vida de alguém, o fariam. Miguel entrou no carro antes de todos, na direção. Gabriel foi ao seu lado e Diana com Ramon foram na parte de trás. A chave do carro já estava na ignição e foi fácil sair daquele lugar. Os zumbis já estavam saindo do laboratório, tentando correr atrás do carro em que Miguel acelerava cada vez mais. Durante a viagem, Gabriel viu as imagens dos ingredientes.
- Precisaremos encontrar a planta Nethyddus Alfae, mais conhecida como Nétida. E também temos que achar o Pólen Real, que é produzido por abelhas africanas. Sinto que teremos dificuldade em pegar este pólen e sair vivo, já que estas abelhas são assassinas. - disse Gabriel, demonstrando uma fobia incomparável por insetos.
- Parece que alguém tem medinho de abelhas neste grupo! - disse Ramon, onde todos riram, exceto Gabriel.
- Ter medo de abelhas enquanto o mundo todo está sendo atacado por criaturas que querem comer seu cérebro é um tanto quanto idiota, não acha Gabriel? - perguntou Miguel. Ele era o mais velho do grupo, já tinha cabelos grisalhos, mas seu físico era totalmente igual ao de um jovem de vinte anos. Ramon tinha olhos e cabelos castanhos, com a feição do rosto muito parecida com a de sua irmã. Os dois não paravam de rir de Gabriel.
- Eu sinto muito mais pavor de abelhas, besouros e formigas do que de zumbis. Que fique bem claro isto! - falou com tom alto e grosso, Gabriel.
- Estamos perdidos! Temos um líder que está indo para uma das florestas mais exóticas do mundo, com várias espécies de insetos, e tem medo mortal de abelhas, besouros, formigas e qualquer outro bicho que tenha seis patas! Isto se chama entomofobia, Gabriel! Precisamos levá-lo até um psicólogo antes de irmos até Manaus? - novamente Miguel tirou sarro de Gabriel, que não estava gostando das brincadeiras. Todos perceberam e pararam de rir da fobia do líder. 

Estavam quase chegando no aeroporto. Pelo caminho, haviam avistado vários zumbis. Diana não sentia tristeza, mas ódio por tudo aquilo estar acontecendo. Miguel olhava com nojo para todos aqueles zumbis. Ramon tinha pena daquelas pessoas que estavam se comendo uns aos outros. Gabriel limpava sua metralhadora na roupa, como se nem ligasse para os mortos-vivos. Cada um tinha sua característica própria. Mas, unidos, tinham um grande potencial. O mundo estava nas mãos deles. Precisavam encontrar aqueles ingredientes o mais rápido possível. Talvez ainda restasse um pouco de esperança.

 CONTINUA... 

This free website was made using Yola.

No HTML skills required. Build your website in minutes.

Go to www.yola.com and sign up today!

Make a free website with Yola